• Geraldo Henrique, diretor Político do Sindpúblicos | Café com Política
    Feb 2 2026

    Sem recomposição salarial nos últimos anos, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos-MG) cobra a correção da inflação na remuneração dos servidores públicos do Estado. Conforme o diretor político da categoria, Geraldo Henrique, a recomposição anual era uma promessa de campanha do governador Romeu Zema (Novo), que está prestes a encerrar o segundo mandato. A demanda dos servidores foi apresentada durante entrevista ao programa Café com Política, exibido no canal no YouTube de O TEMPO nesta segunda-feira (2/2).

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  • Ronaldo Scucato, presidente do Sistema Ocemg | Café com Política
    Jan 30 2026

    O presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, afirmou que o cooperativismo seguirá cobrando do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) políticas públicas mais eficazes para o setor, especialmente nas áreas de crédito, seguro rural e financiamento da produção. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta sexta-feira (30/1) no canal de O TEMPO no YouTube, ele avaliou que as medidas atualmente adotadas pelo poder público federal não são suficientes para garantir o avanço do modelo cooperativista no país.

    Segundo Scucato, o fortalecimento do cooperativismo passa, necessariamente, por uma base econômica sólida. Para ele, há uma inversão recorrente no debate público ao se priorizar o discurso social sem considerar a sustentabilidade financeira das atividades produtivas. “As cooperativas são entidades empresariais como qualquer outra. O econômico não deixa de ser importante, ele é o carro-chefe. É dele que sai o recurso para você realizar o social. Não se constrói um paraíso social sobre uma ruína econômica”, afirmou.

    Ao tratar da economia nacional, o dirigente apontou ainda o agronegócio como pilar do cooperativismo e da própria estabilidade econômica do país. Na avaliação dele, o desenvolvimento passa pelo fortalecimento do setor rural, responsável pelo abastecimento e pelo equilíbrio das contas externas. “Tudo começa no campo. É dali que vem o abastecimento. Se não vier a comida, nós vamos ter problemas em todas as outras áreas, inclusive na saúde. O agro sustenta a balança comercial deste país e é isso que tem garantido equilíbrio econômico ao Brasil”, disse.

    Scucato defendeu também maior atenção do governo federal às demandas do setor produtivo e afirmou que a ausência de instrumentos adequados amplia a insegurança do produtor rural. Entre os pontos citados por ele estão a ampliação do crédito, o fortalecimento do seguro rural e políticas que deem previsibilidade à produção. “Nós precisamos de políticas públicas adequadas. O produtor rural não tem segurança diante das intempéries. Falta financiamento de seguro rural, falta crédito adequado para a safra. As políticas de hoje não têm sido suficientes, é preciso melhorar”, avaliou.

    Segundo o presidente do Sistema Ocemg, o cooperativismo continuará pressionando o Executivo por mudanças nessas áreas. Para ele, o avanço do setor está diretamente ligado à capacidade de gerar renda, emprego e desenvolvimento regional. “O cooperativismo vai continuar cobrando crédito, seguro rural e apoio ao produtor. Sem isso, não há como avançar. Com políticas públicas adequadas, o cooperativismo cresce, gera renda e contribui para a harmonização social”, afirmou.

    Durante a entrevista, o dirigente também criticou o que classificou como excesso de burocracia ambiental. Na avaliação dele, parte da legislação impõe exigências que dificultam a atividade produtiva e não reconhecem o papel do produtor rural na preservação do meio ambiente.

    “Existe muita exigência inadequada. O produtor rural é vilipendiado, tratado como se fosse inimigo da natureza, quando, na verdade, é quem mais cuida do meio ambiente. O Brasil tem o melhor Código Florestal do mundo, e o produtor é quem preserva as nascentes, as matas e as áreas de proteção”, afirmou.

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  • Valentino Rizzioli | Café com Política
    29 mins
  • Maria da Consolação | Café com Política
    Jan 28 2026

    No Café com Política, Maria da Consolação, professora aposentada, militante histórica e uma das fundadoras do PSOL em Minas Gerais, fala sobre sua trajetória de mais de quatro décadas na luta social e confirma que colocou seu nome à disposição como pré-candidata ao governo do estado.

    Na entrevista, ela defende a construção de uma Frente Socialista em Minas, critica a extrema direita, a mineração predatória e o modelo econômico baseado na exploração de riquezas naturais, além de apresentar propostas como tarifa zero no transporte, fim da escala 6x1, reforma agrária, investimento em educação, tecnologia e direitos humanos.

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    36 mins
  • Luís Flávio Sapori | Café com Política
    Jan 28 2026

    Alvo de divergências, a chamada PEC da Segurança Pública será um dos focos na retomada dos trabalhos no Congresso. O relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União-PE), acredita na aprovação do texto até o início de março e admite a possibilidade de mudanças. Em entrevista ao Café com Política, o sociólogo Luís Flávio Sapori afirmou que a proposta desconstrói a integração e retira dos estados a prerrogativa de articulação com o governo federal. Para ele, trata-se de um verdadeiro retrocesso institucional.

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    29 mins
  • Marília Campos | Café com Política
    Jan 26 2026

    Em entrevista ao Café com Política, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), afirmou que está à disposição do partido para disputar uma vaga no Senado em 2026, mas deixou claro que a decisão depende de uma série de condições políticas. Entre elas, o apoio do PT, uma definição clara da estratégia eleitoral em Minas Gerais e o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a prefeita, o prazo para essa definição é até o fim de fevereiro.

    Marília destacou que sua eventual candidatura não é automática. Ela afirmou que não reivindica a vaga, mas que está aberta ao debate, desde que haja tempo hábil para organizar a saída da prefeitura e construir uma candidatura sólida dentro do partido. A prefeita também ressaltou que ainda não houve uma conversa direta com Lula sobre o tema.

    Ao comentar o cenário interno do PT em Minas, Marília criticou a indefinição do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), que é citado como um dos principais nomes para a disputa em 2026. Segundo ela, a falta de posicionamento tem dificultado o planejamento do partido no Estado. A prefeita afirmou que o PT acabou “dando chá de cadeira” enquanto aguardava uma definição de Pacheco.

    A prefeita também avaliou outras possibilidades colocadas no debate político mineiro. Sobre a reitora da UFMG, Marília afirmou que o nome surgiu sem o preparo necessário para uma disputa eleitoral desse porte. Na mesma linha, ela minimizou as chances de uma candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda, avaliando que nomes lançados sem construção política prévia tendem a enfrentar dificuldades.

    Para Marília, o PT precisa apostar em candidaturas com trajetória, densidade eleitoral e capacidade de diálogo com a sociedade mineira. Segundo ela, o partido deve definir com clareza suas prioridades para a disputa ao governo de Minas e ao Senado, evitando improvisações.

    Durante a entrevista, a prefeita também entrou no debate nacional sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Marília afirmou que não vê exageros na atuação da Corte e defendeu que o Tribunal tem cumprido seu papel constitucional. Para ela, críticas ao STF muitas vezes têm viés político e podem comprometer o equilíbrio institucional.

    No campo estadual, Marília fez uma avaliação crítica da gestão do governador Romeu Zema (Novo). Segundo ela, os prefeitos mineiros estão sobrecarregados, assumindo responsabilidades que deveriam ser do governo estadual. A prefeita afirmou que há uma transferência de custos para os municípios, o que pressiona os orçamentos locais e dificulta a execução de políticas públicas.

    Ainda sobre gestão, Marília cobrou maior integração do transporte metropolitano e defendeu a expansão do metrô como solução estruturante para a mobilidade na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A prefeita também afirmou que a Prefeitura de Contagem trabalha para colocar em operação novos corredores de ônibus no segundo semestre, como parte de um conjunto de investimentos em mobilidade urbana.

    Ao final da entrevista, Marília reforçou que, caso não haja uma definição clara do PT dentro do prazo que considera adequado, seguirá à frente da Prefeitura de Contagem, priorizando a continuidade administrativa e os projetos em andamento no município.

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    36 mins
  • Wirley Rodrigues Reis | Café com Política
    Jan 23 2026

    No Café com Política, o ex-prefeito de Itapecerica Wirley Rodrigues Reis, conhecido como Têko, faz uma análise direta sobre o cenário político brasileiro e mineiro em ano eleitoral. Na entrevista, ele critica a atuação de políticos que criam personagens para as redes sociais e se comportam de forma diferente nos bastidores, alerta para os riscos das notícias falsas e da desinformação.

    Têko também fala sobre municipalismo, cultura, turismo, diversidade, gestão pública e confirma sua pré-candidatura a deputado estadual. Um debate franco sobre política real, longe do teatro e mais perto da vida das pessoas.

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    26 mins
  • Lud Falcão | Café com Política
    Jan 22 2026

    A deputada estadual Ludmila Falcão (Podemos) afirmou, nesta quinta-feira (22/1), em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no Youtube, que levou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a denúncia de ameaça e intimidação feita contra ela pelo vice-governador Mateus Simões (psd) e disse que o caso está sendo discutido com lideranças da Casa para a definição de eventuais medidas institucionais. Segundo a parlamentar, a postura do vice-governador extrapola o conflito político e atinge o próprio parlamento.

    Para Ludmila, a ligação feita por Simões após críticas de seu marido, o prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (sem partido), revela uma tentativa de intimidação. “Ele age como se fosse dono do Estado”, afirmou. A deputada relatou que procurou o presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB), além da bancada feminina e da Procuradoria da Mulher, para tratar do episódio. Segundo ela, qualquer providência será construída de forma coletiva.

    O embate levou a deputada a anunciar que não pretende permanecer na vice-liderança do governo quando Mateus Simões assuma o comando do Executivo estadual. Para a deputada, sua permanência na função está condicionada à atual gestão. “Quando o governador sair da cadeira, ele entra e eu saio”, disse, ao destacar que não vê legitimidade política no vice-governador para ocupar o cargo com seu apoio.

    Apesar da crise, Ludmila fez questão de separar o conflito da relação com o governador Romeu Zema (Novo). Segundo a deputada, o episódio não altera sua avaliação sobre o chefe do Executivo. “Zema sempre nos tratou com respeito”, afirmou, ao reforçar que sua divergência é exclusivamente com a postura adotada por Mateus Simões.

    Questionado sobre a disputa eleitoral, a deputada fechou as portas para qualquer apoio a uma eventual candidatura de Simões ao governo de Minas. Para ela, faltam princípios e sensibilidade ao vice-governador. A deputada também colocou em dúvida a permanência de Simões no PSD, partido ao qual ele é filiado. “Na política tudo pode mudar”, afirmou.

    A parlamentar também minimizou qualquer impacto eleitoral após o embate. Segundo ela, sua atuação política não será guiada por medo ou cálculo de reeleição. Ela afirmou que seguirá mantendo uma postura firme diante do episódio, independentemente das consequências políticas.

    Durante a entrevista, Lud Falcão também comentou a divergência pública com o marido em relação à privatização da Copasa. Enquanto Falcão, na condição de presidente da AMM, criticou o processo e defendeu maior participação dos municípios, a deputada votou a favor da privatização. Para ela, a diferença de posição está relacionada às funções exercidas por cada um. “Não somos obrigados a pensar igual”, afirmou, ao destacar que sua decisão foi tomada a partir da realidade do saneamento e da prestação do serviço à população.

    Questionada sobre a possibilidade de Falcão disputar o governo de Minas Gerais, a depurada disse que não há decisão tomada. Segundo ela, o debate ainda é prematuro. “Ainda não é hora de tomar essa decisão”, afirmou, ao destacar que o foco atual é a construção de um projeto para o estado, e não uma candidatura individual.

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