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T05#04 - O tempo das sociedades

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O Tá Freud! está de cara nova, agora, além do áudio, também vamos ter os episódios em vídeo. A ideia é alcançar um número ainda maior de pessoas interessadas!

Acho que se você acompanha o podcast, já se deu conta de que a história da psicanálise não foi exatamente um passeio no parque. Desde muito cedo, ela precisou se organizar, se defender e se legitimar. Este episódio acompanha justamente o momento em que a psicanálise deixa de ser uma espécie de clube do livro em Viena e passa a se estruturar como movimento internacional transnacional.

Vamos pensar um pouco na institucionalização da psicanálise entre 1908 e 1939, percebendo que expansão internacional caminhou coladinha com cisões teóricas, conflitos pessoais e mecanismos cada vez mais rígidos de regulação. Basicamente, tiro porrada e bomba.

A discussão avança para o papel das Comissões de Ensino e da figura do analista didata, essa entidade meio espantalho que às vezes assombra algumas escolas de psicanálise aqui e ali, mostrando como a tentativa de garantir qualidade formativa produziu, na prática, a concentração do poder institucional.

Por fim, fiz uma espécie de circuito histórico e geográfico, tentando acompanhar a circulação da psicanálise em diversos países, com atenção especial ao Brasil, e os efeitos devastadores das guerras e dos regimes autoritários sobre o movimento. Muita coisa eu sei que você já sabia, mas aposto que um tanto delas vai ser novidade. Duvida? Dá o play aí.

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Bibliografia:

ROUDINESCO, Elisabeth; PLON, Michel. Dicionário de psicanálise. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

MAKARI, George. Revolução na mente: a criação da psicanálise. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

CHEMOUNY, Jacquy. História do Movimento Psicanalítico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. , 1991.

AMENDOEIRA, Wilson. Algumas questões sobre a instituição e a psicanálise. Rev. bras. psicanál, São Paulo , v. 43, n. 4, p. 69-78, 2009 . Disponível em . acessos em 04 fev. 2026.

FRANCISCHELLI, Leonardo A.. IPA - Cem anos de resistência. Rev. bras. psicanál, São Paulo , v. 44, n. 1, p. 35-44, 2010 . Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0486-641X2010000100006&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 04 fev. 2026.

GAY, Peter. Freud: uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

GUTMAN, Guilherme. Raça e Psicanálise no Brasil. O ponto de Origem: Arthur Ramos. Disponível em https://www.scielo.br/j/rlpf/a/395rCsW4SVxNBpdsYnQNbhB/?lang=pt

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