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Ronaldo Scucato, presidente do Sistema Ocemg | Café com Política

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O presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, afirmou que o cooperativismo seguirá cobrando do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) políticas públicas mais eficazes para o setor, especialmente nas áreas de crédito, seguro rural e financiamento da produção. Em entrevista ao Café com Política, exibido nesta sexta-feira (30/1) no canal de O TEMPO no YouTube, ele avaliou que as medidas atualmente adotadas pelo poder público federal não são suficientes para garantir o avanço do modelo cooperativista no país.

Segundo Scucato, o fortalecimento do cooperativismo passa, necessariamente, por uma base econômica sólida. Para ele, há uma inversão recorrente no debate público ao se priorizar o discurso social sem considerar a sustentabilidade financeira das atividades produtivas. “As cooperativas são entidades empresariais como qualquer outra. O econômico não deixa de ser importante, ele é o carro-chefe. É dele que sai o recurso para você realizar o social. Não se constrói um paraíso social sobre uma ruína econômica”, afirmou.

Ao tratar da economia nacional, o dirigente apontou ainda o agronegócio como pilar do cooperativismo e da própria estabilidade econômica do país. Na avaliação dele, o desenvolvimento passa pelo fortalecimento do setor rural, responsável pelo abastecimento e pelo equilíbrio das contas externas. “Tudo começa no campo. É dali que vem o abastecimento. Se não vier a comida, nós vamos ter problemas em todas as outras áreas, inclusive na saúde. O agro sustenta a balança comercial deste país e é isso que tem garantido equilíbrio econômico ao Brasil”, disse.

Scucato defendeu também maior atenção do governo federal às demandas do setor produtivo e afirmou que a ausência de instrumentos adequados amplia a insegurança do produtor rural. Entre os pontos citados por ele estão a ampliação do crédito, o fortalecimento do seguro rural e políticas que deem previsibilidade à produção. “Nós precisamos de políticas públicas adequadas. O produtor rural não tem segurança diante das intempéries. Falta financiamento de seguro rural, falta crédito adequado para a safra. As políticas de hoje não têm sido suficientes, é preciso melhorar”, avaliou.

Segundo o presidente do Sistema Ocemg, o cooperativismo continuará pressionando o Executivo por mudanças nessas áreas. Para ele, o avanço do setor está diretamente ligado à capacidade de gerar renda, emprego e desenvolvimento regional. “O cooperativismo vai continuar cobrando crédito, seguro rural e apoio ao produtor. Sem isso, não há como avançar. Com políticas públicas adequadas, o cooperativismo cresce, gera renda e contribui para a harmonização social”, afirmou.

Durante a entrevista, o dirigente também criticou o que classificou como excesso de burocracia ambiental. Na avaliação dele, parte da legislação impõe exigências que dificultam a atividade produtiva e não reconhecem o papel do produtor rural na preservação do meio ambiente.

“Existe muita exigência inadequada. O produtor rural é vilipendiado, tratado como se fosse inimigo da natureza, quando, na verdade, é quem mais cuida do meio ambiente. O Brasil tem o melhor Código Florestal do mundo, e o produtor é quem preserva as nascentes, as matas e as áreas de proteção”, afirmou.

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