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Porque Devemos Criar Conteúdo que Inspire (e Como Isso Muda Tudo).

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Olha, vou ser completamente honesto contigo: ando constipado, a voz não está no seu melhor, mas não resisti a vir aqui partilhar esta reflexão que tem andado a martelar-me a cabeça. Porque é que insisto em criar este episódio mesmo estando assim? Porque acredito profundamente naquilo que vou partilhar contigo hoje.Nos últimos dias, enquanto lutava contra esta gripe chatinha, estive a consumir bastante conteúdo – TikTok, Facebook, YouTube. E reparei numa coisa: os vídeos que mais me marcaram, aqueles que me fizeram parar e pensar “caramba, isto é mesmo importante”, foram aqueles que mostravam pessoas comuns a fazer coisas extraordinárias. Vendedores ambulantes a receber ajuda de estranhos. Pessoas a comprar comida de vendedores de rua para depois oferecer a quem mais precisa. A pequena Luísa, que está a lutar bravamente contra a doença, a visitar o Centro de Estágio do Porto e a criar aquele momento emocionante que correu o país.E foi aí que me bateu: porque raio não falamos mais sobre isto? Porque é que, enquanto criadores, não nos focamos mais em criar conteúdo que inspire, que traga positividade, que mostre o melhor que há em nós?O Poder Invisível do Conteúdo que ConsumimosAquilo que nós consumimos enquanto criadores de conteúdo condiciona – e muito – duas coisas fundamentais: por um lado, a forma como vemos o mundo; por outro (e este é talvez o mais importante), condiciona bastante a forma como criamos o nosso próprio conteúdo, o tom que usamos, o tipo de mensagens que partilhamos.Pensa comigo: quando vês aqueles vídeos de pessoas a ajudar outras em situações de dificuldade, o que sentes? Eu sei o que sinto: algo mexe lá dentro. Traz à superfície aquilo que de melhor temos. E se este tipo de conteúdo tem este impacto positivo tão poderoso, não deveria ser isto que consumimos mais? Não deveria ser isto que criamos mais?A Responsabilidade de Ser “O Outro”Aqui vai uma verdade inconveniente: estamos sempre a pensar que são “os outros” que criam, que fazem, que vêm. Mas já paraste para pensar que, para mim, tu és o outro? Para outra pessoa que esteja aqui ao nosso lado, nós somos o outro?Inventei há tempos uma frase que resume bem isto: nós devemos ser o Outro que gostaríamos que o Outro fosse.Pensa nisto seriamente. Aqueles criadores que instigam ao pior que há em nós – aqueles que promovem divisão, ódio, ressentimento – só têm palco porque alguém os está a ver. Porque alguém consome os seus conteúdos, põe likes, partilha. Nós é que lhes damos relevância.Daí a primeira reflexão que tens que fazer: a quem é que estás a dar palco?O Sentido Crítico que PerdemosOutra coisa que não temos feito muito nestes tempos é olhar para as coisas com sentido crítico. Só o facto de uma ideia ser contrária à nossa já a percebemos como um ataque pessoal – seja no futebol (e já agora, parabéns aos benficistas pela vitória de ontem e pela passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões!), seja na política, seja na religião.Mas aqui vai outra verdade: é perfeitamente válido e até enriquecedor ouvir pessoas que tenham uma opinião contrária à nossa. Eu próprio já deixei aqui claro muitas coisas que vão contra a corrente:* Acredito muito no conteúdo longo quando muitos defendem o curto* Adoro o orgânico quando há quem só jure pelo pago* Sou defensor de que muito do que tem impacto positivo nas nossas vidas não pode ser medidoNão consegues medir quando um funcionário teu faz um atendimento excelente e a pessoa sai a recomendar a tua loja. Não consegues medir quando alguém ouve este podcast, partilha com um amigo, e esse amigo me contacta. Mas isso não torna essas coisas menos importantes.A Questão do Humor e da Sensibilidade ExcessivaVamos falar de um tema espinhoso: o humor. O humor, por si só, é quebrar regras, quebrar padrões, quebrar tabus. E a minha recomendação é simples: se te ofende, não vejas. Ninguém morreu por ouvir uma má piada ou uma piada de que não gostou.Temos que ter este desprendimento. Enquanto criadores, temos que saber lidar com críticas, com opiniões menos positivas, até com trolls. O nosso ego não deve ser assim tão sensível. Temos que perceber que aquilo não é pessoal.As Duas Grandes Responsabilidades dos CriadoresEnquanto criadores de conteúdo, temos duas responsabilidades. Como consumidores, temos uma.Porque aqui está a verdade: só triunfam os criadores que têm palco, que têm audiência. Se há criadores com muita audiência cujo conteúdo não é edificante nem interessante, as pessoas que os seguem têm a sua parte de responsabilidade nisso.E atenção: podes ser consumidor sem ser criador, mas se és criador, vais definitivamente ser consumidor. E aquilo que crias vai ser, em grande parte, reflexo daquilo que consomes. Mas, por outro lado, também vai criar consumidores que serão impactados pelo tipo de mensagem que transmites.Esta é a coisa mais ...
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