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Como Assim

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By: Inês Rocha/ #ComoAssim / PÚBLICO
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#ComoAssim é um podcast do PÚBLICO sobre fenómenos da cultura pop e das redes sociais. A jornalista Inês Rocha desconstrói as nossas obsessões colectivas, para perceber o que está por trás daquilo de que “toda a gente fala”.

Um podcast sobre tendências digitais, comportamento online, viralidade, cultura da internet e o impacto das plataformas na forma como vivemos, pensamos e sentimos.

Publicado quinzenalmente às quartas-feiras.

Social Sciences
Episodes
  • Da loucura ao esquecimento: o que os Labubus revelam sobre o futuro das compras — Como Assim
    Mar 4 2026

    Tudo começou com uma simples fotografia: em Abril de 2024, Lisa, do grupo de KPop BLACKPINK, publicou uma imagem no Instagram com um Labubu pendurado na mala.

    Bastaram algumas horas para as pesquisas dispararem em vários países e o site da chinesa Pop Mart cair.

    O que aconteceu a seguir repete um padrão que já descrevemos no último episódio de #ComoAssim: perante um produto escasso e exclusivo, ninguém quis ficar de fora. Todos correram a comprá-lo e a fazer a sua versão de “unboxing” para as redes sociais.

    Com uma particularidade: no caso dos Labubus, ninguém sabia exactamente o que estava a comprar. É que os produtos da Pop Mart vêm em “caixas surpresa” – o que as torna pequenas máquinas de dopamina. Tudo isto faz parte do espectáculo e contribui para incentivar as compras por impulso.

    Mas como acontece sempre neste género de modas, o entusiasmo tem um prazo de validade: tão rápido como apareceu, em pouco mais de meio ano, a moda dos Labubus morreu.

    Nada disto é surpreendente: o ciclo das tendências está cada vez mais rápido e intenso. Mas a explosão e queda dos Labubus em 2025 mostra-nos uma mudança mais profunda a acontecer na maneira como consumimos.

    Para percebermos que mudança é essa, temos de olhar para a China, onde o casamento entre entretenimento e comércio já funciona há anos. É esse modelo, o chamado “social commerce” – comércio feito dentro das redes sociais – que o Tiktok está a tentar implementar no ocidente.

    Neste episódio de #ComoAssim, conversamos com um dos primeiros portugueses a aderir à moda dos Labubus, Ricardo Lourenço, e com alguém que viu na moda uma oportunidade de negócio, Jéssica Machado. Ouvimos ainda Samuel Lins, professor de psicologia do consumo, e Vivianne Varella, uma especialista em e-commerce bem atenta à realidade chinesa.

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    28 mins
  • Do “cheesecake japonês” ao chocolate do Dubai. Como se cria uma obsessão colectiva — Como Assim
    Feb 18 2026

    Não é japonês. Não é cheesecake. E, ainda assim, o "cheesecake japonês" tornou‑se uma das sobremesas mais partilhadas nas redes sociais no início de 2026. Bastam dois ingredientes – iogurte natural e bolachas – para fazer uma receita tão simples quanto improvável que se tornou rapidamente uma obsessão colectiva e teve impacto nas prateleiras dos supermercados.

    Não é a primeira vez que acontece nem será a última. De repente, todos parecem estar a provar a mesma sobremesa, a discutir a sua origem e a partilhar vídeos em série. O nome varia, a apresentação também, mas o padrão repete‑se.

    Aconteceu com o “morango do amor”, que encheu as pastelarias no último Verão e aconteceu com o chocolate do Dubai, que desencadeou uma verdadeira corrida ao luxo acessível e levou a uma escassez global de pistáchios.

    Mas “como assim”? O que explica a sucessão de receitas virais, que tão rápido como nos bombardeiam os feeds, desaparecem?

    Para nos ajudar a perceber tudo isto, convidámos o chef Miguel Mesquita, a especialista em marketing Márcia Maurer Herter e o psicólogo Samuel Lins, que ajudam a perceber como se cria - e como se desfaz - uma tendência digital.

    E aproveitámos para provar o “cheesecake japonês” e o morango do amor: afinal, o que têm de tão especial?

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    26 mins
  • “Deslocado” dos Napa, fenómeno mundial maior do que “Amar Pelos Dois”? — Como Assim
    Feb 4 2026

    Quando os NAPA ganharam o Festival da Canção, em 2025, a vitória não foi consensual - "Deslocado" ficou em quarto lugar na votação do júri e em segundo no televoto. Na Eurovisão, foram arrasados nas casas de apostas, que colocavam a banda na zona de eliminação, muitas vezes no penúltimo ou último lugar da primeira semifinal.

    Ainda assim, os madeirenses contrariaram as previsões, passaram à final e arrecadaram o 21.º lugar. Mas o que ninguém imaginava na altura é que a história da canção ainda estava no início: meses depois, se contasse o número de audições no Spotify, "Deslocado" teria arrecadado o segundo lugar no festival.

    Hoje, a canção soma mais de 100 milhões de audições no Spotify, tornou-se a música portuguesa mais ouvida de sempre na plataforma, até à semana passada tinha o triplo das audições de "Amar pelos Dois" (entretanto retirada da plataforma por Salvador Sobral) e circula nas redes muito para lá do contexto da Eurovisão. No TikTok, “Deslocado” é usada em vídeos sobre saudade, casa e distância - em português e noutras línguas. A canção chegou ao top das músicas virais no Spotify Brasil e passou a ser ouvida em cidades como São Paulo ou Jacarta.

    Mas a canção dos NAPA nunca foi pensada para funcionar nas redes. “Deslocado” não é curta, não é repetitiva, não tem um momento viral óbvio. Pelo contrário, tem uma estrutura pouco convencional e uma progressão quase narrativa. “Na teoria, esta música não devia funcionar”, resume o produtor Ben Monteiro.

    O que explica, então, o enorme sucesso que a canção teve e continua a ter? É sobre isso que conversamos neste #ComoAssim, com o vocalista dos NAPA, Guilherme Gomes, o produtor e músico Ben Monteiro e também com os mais entendidos: os fãs dos NAPA.

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    25 mins
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