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55. Mito: a perspectiva culturalista

55. Mito: a perspectiva culturalista

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Depois da pausa que fizemos em nossas análises sobre o mito e sobre as escolas de pensamento na Antropologia, vamos retomar a nossa navegação pelo mito.


Neste episódio, vamos tratar de uma das mais importantes teorias antropológicas: o Culturalismo Estadunidense.


Como já vimos há alguns episódios, no final do século XIX, a antropologia ainda acreditava em uma escada de “evolução cultural”, colocando a Europa industrial no topo e rotulando outros povos como “atrasados”.


Assim como o Funcionalismo Britânico, o Culturalismo Estadunidense, liderado por Franz Boas - mas com outros grandes nomes, a maioria discípulos seus -, quebrou essa lógica: cada cultura tem sua própria história, seus valores e formas de viver.


Essa visão consolidou o relativismo cultural (que nós já analisamos num episódio específico) — a ideia de que não devemos julgar uma cultura com os padrões de outra. Mitos, rituais e costumes não são “restos do passado”, mas expressões legítimas de como cada sociedade enxerga e organiza o mundo.


Mais do que uma teoria, o culturalismo foi um ato de valorização da diversidade humana e um enfrentamento ao racismo e às hierarquias culturais. Foi uma das primeiras, mais contundentes e fortes teorias a nos lembrar que não existe cultura superior ou inferior: existem diferentes maneiras de ser humano.


Participação especial: Fábio Hakym (na leitura do mito Kwakiutl sobre a origem da constelação da Ursa Maior).


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